quinta-feira, 19 de maio de 2016

Meu pet fugiu, e agora?

Perder seu pet é uma experiência que muitos donos passam. Muita gente acaba sem saber o que fazer, então, quais os primeiros passos para encontrar seu animal perdido?

O que fazer quando meu pet sumir?


1- Procure pela vizinhança:
Essa é a primeira coisa a ser feita quando notar o desaparecimento do seu pet, pois enquanto mais cedo você sair à sua procura, mais chance você tem de encontrá-lo. Procure em lugares que você costumava ir nos passeios. Cães costumam ir até as praças onde brincam. Se for um gato, procure em lugares os quais você já o viu andando, principalmente em lugares calmos e não muito barulhentos, pois é aí que os gatos gostam de ficar;

2- Espalhe cartazes e informe a vizinhança:
Coloque cartazes nos postes, praças, petshops e lojas da proximidade. Caso haja algum segurança em sua rua, informe-o sobre o desaparecimento de seu pet, deixando uma foto para referência e um telefone para contato. Avise também vizinhos e pessoas que costumam circular na área.

3- Faça um anúncio na internet:
Como todos sabem, a internet é o maior meio de comunicação hoje em dia. Notícias vão e vêm com muita facilidade, e muito rapidamente. Coloque em grupos nas redes sociais e em sites específicos para isso (inclusive eu e minha irmã criamos um, que ainda está em fase de testes, confira aqui).

Como se prevenir para o caso de uma fuga:

1- Coleira com identificação:
A coleira com identificação pode fazer com que o retorno do seu pet para casa se torne muito mais rápida e fácil, mas muita gente banaliza esse item. Basta colar uma etiqueta com nome e telefone atrás do pingente da coleira. Aqui no blog nós também ensinamos  a fazer um pingente com QR code, confira aqui. O colar com QR code é uma opção interessante por poder constar informações importantes como algum tipo de necessidade especial do seu pet ou alguma outra observação necessária que não caberiam no pingente normal. Lembrando que é muito importante colocar telefone para contato no verso do pingente, pois nem todo mundo sabe ler QR codes.

2- Microship:
O microship é uma alternativa um pouco mais cara, mas não tem o risco de cair da coleira como tem o pingente. Com o microship, além de poder localizar seu animal em caso de fuga, você tem acesso a um banco de dados sobre doenças que estão se espalhando pela região, podendo prevenir seu pet de se contaminar. A implantação do microship é fácil e indolor, sem necessidade de sedar o animal: o microship, que é do tamanho de um grão de arroz, é inserido por meio de uma seringa.

3- Rastreador:
Uma opção mais cara, mas mais eficiente é um rastreador. Por ser mais cara, seria mais indicado para pets que costumam "sumir" por aí. Por meio de um chip de celular, o rastreador pode indicar a localização exata do animal. Ele é pequeno e pode ser preso à coleira do animal.

sábado, 23 de abril de 2016

Império Pet

Eu e minha irmã já estávamos há algum tempo pensando em criar um site para anunciar pets perdidos, encontrados e para adoção. Depois de muitas horas de pesquisa e algumas horas de trabalho, nosso site está agora disponível!
Basta se cadastrar para publicar um anuncio. Você pode usar a barra de pesquisas na lateral do site para navegar entre as categorias para encontrar um animal que se enquadre nos quesitos que você procura.
O site ainda está em fase de testes, e peço que qualquer dúvida, relatos de erro ou críticas sejam enviadas ao email: imperiopetsite@gmail.com
Aqui o link do site: http://imperiopet.com/
Divulguem para que mais pessoas tenham acesso, para poder procurar seus pets perdidos, anunciar pets para adoção, ou procurar um novo membro pra família!

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Gatos devem tomar banho?

Os gatos, diferentemente dos cães, estão sempre se limpando. Gatos podem passar mais da metade de seu tempo acordado lambendo os pelos como uma forma de higiene. Apenas por isso, já podemos considerá-los muito mais higiênicos que os cães, que são quase o oposto: além de não se limparem, parecem se divertir se sujando na terra ou areia.

O fato de que os gatos se limpam continuamente já faz com que os banhos sejam, em parte, desnecessários. Mas, será que eles podem trazer algum benefício? Ou o oposto disso, banhos podem ser maléficos à saúde do gato?

Antes disso, vamos entender um pouco sobre o porquê de os gatos se lamberem.
Desde recém nascidos, os gatos são ensinados a se lamber. Durante as quatro primeiras semanas, a mãe lambe os filhotes, e a partir daí, os filhotes o fazem por conta própria. Eles podem se lamber por vários motivos, sendo o principal dele, a limpeza. Outro motivo muito importante também é a interação social: quem tem mais de um gato em casa já deve te-los observado lambendo um ao outro. Mas, um dos motivos que nos interessa é a proteção contra a água.

Quando os gatos se lambem, eles estimulam glândulas em sua pele que produzem substâncias que os deixam "à prova d'água". Durante o banho, essa substância é eliminada com o uso do shampoo. Outro fator importante é o estresse. Gatos estressados tendem a se lamber excessivamente, e, como é de se imaginar, o banho é uma situação estressante para o gato.

Depois do banho, o gato perde a proteção natural dos seus pelos contra a água, e ainda ficam estressados. Ou seja, após o banho, gatos tendem a se lamber mais que o normal, tanto para recuperar sua proteção natural dos pelos como para aliviar o estresse. Mas, qual o problema disso?

Donos de gatos já devem ter observado que sua língua é repleta de "pelos" ou "espinhos" virados em direção à garganta. Esses "pelos" servem para remover sujeiras e pelos soltos. Quando o gato se lambe, é inevitável que ele ingira alguns pelos soltos. Quando em uma situação normal, os pelos ingeridos não são uma grande quantidade, mas, após o banho, com esse comportamento acontecendo de forma exagerada, o gato acaba ingerindo uma quantidade de pelos muito maior.

Essa ingestão de pelos pode causar a temida bola de pelos. A bola de pelos não necessariamente é prejudicial para a saúde do felino. Bolas de pelo se formam ainda no estômago, e nesse estágio não são prejudiciais à saúde do animal, podendo ser facilmente expelidas. Porém, caso não sejam expelidas, podem passar para o intestino, o que torna o problema um pouco mais sério. Bolas de pelos, quando passam para o intestino, alteram o sistema digestivo do animal, causando diarreia ou dificuldade de evacuação. Em casos mais graves, pode obstruir o intestino.

Mas isso não significa que não se deve dar banhos em gatos. Na verdade, ele não é necessário na maioria dos casos e pode ser prejudicial, mas, em certas ocasiões ele seria uma boa opção. Então, em quais situações eu devo dar banho no meu gato?

  • Quando há substâncias perigosas no pelo: Como já foi falado inúmeras vezes nesse post, os gatos se lambem pela higiene, e, caso haja alguma substância que não pode ser ingerida no pelo do gato, o ideal seria dar um banho para remover a tal substância.
  • Pulgas, carrapatos ou outros parasitas externos: No caso de parasitas externos, o ideal seria dar um remédio para parasitas, mas, também é possível dar um banho com um shampoo anti-parasitas.
  • Situações mais extremas: No caso de sujeiras que não querem sair, ou um gato muito sujo, o banho também é indicado.
Para as demais situações, passar um pano úmido por cima das partes mais sujas e uma escovação dos pelos já deve ser o suficiente.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O que fazer quando se recolhe um animal da rua?

Muitas pessoas têm interesse em ajudar na causa animal, ou simplesmente não conseguem negar ajuda à um animal abandonado, doente ou ferido, e os trazem à sua própria casa. Pra quem já tem costume de resgatar animais, não há nenhum mistério, mas algumas pessoas podem ficar sem saber o que fazer quando encontra um animal doente.

O resgate:
1º Passo:
Tente afastar o animal de situações de perigo, como ruas movimentadas, esgotos ou lugares em que possa ficar preso. Caso seja necessário, peça ajuda à um passante, ou ligue para algum órgão responsável ou alguém que tenha experiência, como voluntários de um ong, por exemplo.

2º Passo:
Aproxime-se com cuidado do animal: animais de rua podem ter medo de seres humanos, e se estiverem machucados, podem morder. Se necessário, utilize a ajuda de petiscos pra chamar a atenção.

3º Passo:
Coloque uma coleira nele, e espere que se acalme. Fale com ele e deixe-o se acostumar com você. Assim que ele for permitindo, acaricie-o .

4º Passo:
Leve o animal para algum lugar onde possa ficar, seja na sua casa ou na casa de um voluntário. É importante que ele não tenha contato com outros animais num primeiro momento para evitar o contágio por doenças que ele possivelmente tenha.

5º Passo:
Caso seja uma fêmea, procure pela presença de filhotes entorno do local. Caso hajam filhotes, deve-se tomar um cuidado extra. Resgate primeiro a mãe, e quando ela estiver devidamente presa, resgate os filhotes, para não correr risco de mordidas ou acidentes.

Tratando:
1º Passo:
Consiga um enxoval básico: coleira, cama ou cobertor, potes de água e comida e uma ração de boa qualidade. Separe um lugar calmo e arejado para ele ficar, onde não haja risco de ele se machucar tentando escapar. É normal que cães resgatados tentem escapar, já que não estão acostumados a ficar apenas em um lugar.

2º Passo:
Dê um pouco de água e comida. Dê a ele o tempo que for necessário para comer, já que ele pode estranhar um pouco a ração. Depois disso, deixe-o explorar o lugar onde ele vai ficar e se acostumar com ele.

3º Passo:
Quando ele já estiver mais calmo e mais acostumado, lave os ferimentos, caso tenha, e se possível, dê um banho nele. Se necessário, remova com uma tesoura nós dos pelos.

4º Passo:
Dê um comprimido para pulgas e carrapatos de ação imediata, apenas para retirar parte dos parasitas. Caso hajam ferimentos, passe uma pomada antisséptica e faça um curativo. Se as feridas tiverem pus, faça o curativo com um pouco de açúcar cristal: ele vai ajudar a "secar" o ferimento. Troque os curativos de uma a duas vezes por dia. Lembre-se que animais com dor tendem a morder, então faça tudo com calma e cuidado.

5º Passo:
Leve-o numa consulta ao veterinário e consulte dados do animal como: estado de saúde, idade, tamanho (caso ainda vá crescer). Ainda no veterinário, consulte qual o melhor remédio para pulgas e carrapatos com efeito mais longo e qual o melhor vermífugo para o animal. Siga as instruções do veterinário.

6º Passo: Castre. Nunca doe um animal sem castrar.

Lembrando: Animais que estejam em estado muito grave devem ser levados imediatamente ao veterinário.

Conseguindo adoção:
1º Passo: Consiga boas fotos animal e monte um pequeno cartaz, contendo: foto, nome do animal, nome do tutor, telefones/e-mails pra contato, perfil básico do animal (comportamento, se dá bem com outros animais, idade, tamanho, doenças caso ele tenha) e endereço onde se encontra.

2º Passo: Espalhe cartazes em petshops, e publique alguns em grupos nas redes sociais. Peça para que seus amigos te indiquem caso conheçam alguém interessado em adotar algum animal.

3º Passo: Conheça o adotante. De preferência doe pra alguém que tenha ou já teve animais antes. O local deve ser o mais seguro possível, para não haver risco de fugas os acidentes.

segunda-feira, 28 de março de 2016

FIV e FeLV: sintomas, diagnóstico e tratamento.

O que é FIV e FeLV?

FIV: É o vírus da imunodeficiência felina, o equivalente ao HIV para os humanos.
FeLV: É o vírus da leucemia felina. É fatal e muito contagiosa.

Sinais e sintomas:

FIV: Muitas vezes é assintomática, ou fica assim por muito tempo. Os sintomas mais comuns são imunidade baixa, febre, falta de apetite, perda de peso, diarreia, lesões na boca e gengiva e aumento dos gânglios linfáticos.
FeLV: Assim como o FIV, pode passar bastante tempo sem apresentar sintomas. Os mais comuns são: Otite, mal hálito devido a inflamações na boca e gengiva, infecções respiratórias, anemia, dermatites e abcessos ou pequenos tumores.


Diagnóstico:

FIV e FeLV: Para o diagnóstico de ambas as doenças, há um teste rápido de sangue feito nas clínicas veterinárias. O resultado fica pronto em aproximadamente 10 minutos.
Sempre que se adota algum gato novo, é muito importante a realização do teste antes que o mesmo entre em contato com os outros gatos residentes, para que as medidas preventivas sejam tomadas no caso de um resultado positivo.

Prevenção:

FIV: A principal forma de prevenção a FIV é a castração. Mas mesmo assim, ainda existe risco de contágio por brigas, porém, o risco é bastante reduzido, uma vez que a relação sexual é o principal meio de contágio.
FeLV: Contra FeLV existe uma vacina, que normalmente não é cobrada, já que nem todos os gatos estão expostos ao risco de contrair a doença. Porém, se seu gato tem acesso à rua, é muito importante fazer a vacinação contra FeLV. A vacina é feita em duas doses, e, antes da vacinação, é necessário fazer o teste para detectar se o gato não está infectado com o vírus.

Transmissão:

FIV: Assim como o HIV para os humanos, o FIV é transmitido pela relação sexual e contato com sangue de um animal portador, portanto, também há risco de contágio em brigas.
FeLV: Qualquer tipo de contato (direto ou indireto) pode transmitir o FeLV.

Tratamento:

FIV: O tratamento para FIV, em teoria, seria feito com o mesmo medicamento usado para tratar AIDS em humanos. Porém, aqui no Brasil, este medicamento é distribuído pelo Ministério da Saúde, que não libera o remédio para uso veterinário. Então se usam alguns remédios para ajudar o sistema imunológico e para prevenir outras doenças, já que elas teriam um efeito muito mais forte num gato positivo para FIV do que num gato não contaminado. Por isso, é muito importante que gatos infectados sejam vacinados anualmente contra gripe felina e outras doenças.
FeLV: Para o FeLV, infelizmente não existe um tratamento efetivo. O máximo que pode ser feito é tratar os sintomas, para que o gato tenha uma qualidade de vida melhor.

Gatos infectados e não infectados podem viver juntos?

FIV: Sim, desde que haja uma adequação para evitar a transmissão. O ideal seria castrar os dois (ou mais) gatos, e cortar as unhas regularmente, para que durante as brigas, não haja ferimentos com sangue. Também existe uma capinha de silicone que pode ser colocada nas unhas do gato, evitando arranhões. Mas o ideal seria que gatos infectados vivessem apenas com gatos infectados e gatos saudáveis apenas com gatos saudáveis.
FeLV: Sim, se todos os gatos que convivam com o gato contaminado forem vacinados.

domingo, 27 de março de 2016

Vantagens de adotar um viralata

Os cães de raça são muito valorizados por ter um padrão, serem sempre muito parecidos entre seus semelhantes. Porém, a origem desse padrão pode contribuir para o aparecimento de doenças genéticas e até mesmo mal-formações entre os cães de uma mesma raça ou de raças próximas.

Para o surgimento de um padrão, os cães passam por um cruzamento seletivo, onde muitas vezes passam por relações incestuosas, gerando cães com características que, dentro do normal, seriam consideradas doenças ou deformações, mas são aceitáveis dentro do padrão da raça.

Um bom exemplo disso é o bulldog: um cão que tem o nariz extremamente achatado, cabeça grande e a arcada dentária completamente defeituosa. Seu nariz achatado pode contribuir para problemas respiratórios, e por sua cabeça ser muito grande, muitas vezes os filhotes precisam obrigatoriamente nascer por cesária.

Assim, como o bulldog, várias raças têm problemas ocasionados pela exagerada busca pelo "padrão ideal", sendo suscetíveis a dermatites, torção gástrica, deficiências nutricionais, predisposição à tumores e câncer, problemas neurológicos, respiratórios e de crescimento. Raças grandes, como o dinamarquês, podem ter predisposição a ter displasia coxofemural, por exemplo.

Já os viralatas não têm esse problema. São cães em seu estado puro e natural, sem cruzamentos cosanguíneos e com menos risco de desenvolver doenças genéticas ou de mal-formação causada pela busca de um padrão muitas vezes não saudável para o animal. Por causa disso, os viralatas tem uma expectativa de vida maior, e geralmente têm uma vida de mais qualidade que um cão de raça.

Além de tudo isso, os viralatas são cães únicos, não têm custo de aquisição, e podem ser tão dóceis e competentes para sua função quanto um cão de raça. Por isso, é muito importante pensar antes de adotar um cão de raça, pois além de ter um custo alto de aquisição, o próprio padrão da raça pode trazer problemas genéticos e de formação, causando vários transtornos durante a vida do animal.

sábado, 19 de março de 2016

Labrabull

Fonte: Pinterest
Fonte: Pinterest
Há uns meses eu resgatei um cachorro com a pata machucada, que veio de uma vila aqui perto seguindo crianças que vieram brincar na pracinha. Ele era um mestiço de labrador com pitbull, e era um cachorro lindo, inteligente, brincalhão, dócil e protetor. Desde então eu tenho me interessado bastente pela cruza e venho pesquisado sobre ela, e por isso estou fazendo essa postagem hoje.


Descrição:

Ao contrário do pitbull, o labrabull (ou pitador ou pitlab), como costuma ser chamado, tende a ser um cachorro muito dócil, tanto com as pessoas como com outros animais. Ele é um cachorro brincalhão e enérgico, por isso não é indicado para apartamento. Assim como o labrador (e outros cães da família retriever), gosta bastante de água. É um cachorro fiel, e costuma proteger a família em situações de perigo.

Fonte: holidogtimes
Schwarz, o cão que eu resgatei
Seu porte é grande, e ele costuma ficar mais robusto depois de certa idade. É um cachorro com alta resistência a dor, forte, rápido e ágil. Sua pelagem é curta, e não precisa ser escovada com tanta frequência. Não tendem a latir, e são cães muito inteligentes e fáceis de treinar. São cães muito carentes e adoram estar com seus donos. Muitos donos costumam dizer que o labrabull é o típico cão que gosta de fazer os donos rirem, com suas brincadeiras e palhaçadas. Estão sempre atentos ao que acontece ao seu redor,